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CASOS DE SUCESSO

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA FORMAÇÃO DO BULKING VISCOSO EM LODO BIOLÓGICO DE UMA ETE DE FÁBRICA DE CELULOSE

Entre os problemas ocorridos em uma Estação de Tratamento de Efluentes, o maior e mais comum é a perda de sólidos no efluente tratado devido a uma separação insuficiente entre o líquido e a biomassa do lodo ativado durante a decantação. A presença destes sólidos neste efluente pode estar relacionada à formação do bulking viscoso, também conhecido como bulking não filamentoso. Neste processo, ocorre uma produção excessiva de polímeros extracelulares pelas células bacterianas, o que pode conceder uma consistência gelatinosa ao lodo biológico e provocar redução na sua velocidade de decantação e compactação.

Durante o acompanhamento de uma estação de tratamento de efluentes de uma fábrica de celulose, o excesso de polímeros extracelulares foi identificado através da análise microscópica do lodo biológico utilizando a tinta nanquim, método que revelou grandes áreas do floco biológico impenetráveis pela tinta, evidenciando presença de material extracelular ao entorno e no interior do mesmo.

Em função da presença desse material extracelular, prejuízos foram observados na estrutura do floco biológico, o que comprometeu a decantação do lodo e resultou em flotações do mesmo. Como consequência, foi registrado aumento na concentração de sólidos suspensos totais e sólidos sedimentáveis no efluente tratado. Além disso, o índice volumétrico do lodo também aumentou nesse período, evidenciando redução da sedimentabilidade do lodo.

Após avaliação microscópica do lodo, identificação do problema microbiológico, foi possível definir a causa. Ocorrências de bulking viscoso foram identificadas entre os meses de maio, junho e julho/2013, período em que a concentração de oxigênio dissolvido manteve-se maior. Em meados de julho/2013, quando ocorreu o melhor controle na concentração de oxigênio, já foi possível observar a redução significativa do material extracelular e ausência de bulking. Nesse período, melhores resultados também foram observados para a disponibilidade de nutrientes no efluente de entrada da ETE.