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09 mar 2016

A Dragagem e o estudo de Bioacumulação: entendendo esta correlação.

O programa de monitoramento da bioacumulação de metais pesados pode ser proposto baseado na necessidade da realização do processo de dragagem, que tem como objetivo remover os sedimentos que se encontram no fundo do corpo d'água para permitir a passagem das embarcações e garantir o acesso ao porto. A remoção dos sedimentos que foram dragados e a disposição desse material podem provocar impactos ambientais sobre habitats e organismos, bem como ocasionar alterações na qualidade da água. Somente a determinação dos contaminantes nesses ambientes não indicam os efeitos adversos que estas substâncias podem promover nos organismos presentes nesses locais.

Dessa maneira, no monitoramento dos corpos d'águas, as análises biológicas são importantes, pois estabelecem as respostas sobre o estresse e os efeitos que estes poluentes ocasionam, auxiliando no estabelecimento de relações de causa-efeito.

Para avaliar a concentração dos contaminantes no ambiente utiliza-se o monitoramento da bioacumulação dos metais pesados durante a atividade de dragagem com intuito de se determinar as concentrações de metais que podem ser disponibilizadas no ambiente marinho na área de influência do empreendimento por meio da referida atividade.

Os monitoramentos ambientais utilizam os organismos bioindicadores, que permitem quantificar os poluentes biodisponíveis diretamente, sem efetuar estudos sobre todas as espécies presentes no meio. As coletas podem ser feitas em intervalos de tempo convenientes e refletem a quantidade presente de poluentes de maneira integrada, mesmo que os lançamentos sejam intermitentes. Além disso, alguns organismos têm a capacidade de acumular poluentes a taxas muitas vezes superiores às concentrações encontradas na água, fornecendo como resultado a média dos últimos dias e não uma resposta pontual.

Os mexilhões e outros bivalves são adequados para uso em monitoramento de contaminantes no ambiente aquático, em comparação a peixes e aos crustáceos, por apresentarem grande parte das características de um bioindicador ideal. Estes organismos filtram grandes volumes de água e bioacumulam muitos compostos em seus tecidos e por isso, são frequentemente utilizados no estudo de bioacumulação, processo pelo qual substâncias tóxicas e não biodegradáveis (que seres vivos não conseguem metabolizar) permanecem em caráter cumulativo ao longo da cadeia alimentar.

Há 15 anos a APLYSIA realiza monitoramentos ativo de compostos bioacumuláveis em mexilhões expostos às atividades industriais, sendo que, grande parte desses estudos foram submetidos e selecionados para serem apresentados em congressos internacionais científicos.