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Avaliação da Qualidade de Efluentes


Como é feita a Avaliação da Qualidade de Efluentes?


Para fazer a avaliação da qualidade dos efluentes de uma indústria, a APLYSIA conta com apoio da própria natureza: biólogos da empresa retiram moluscos bivalves (com duas conchas) de uma área limpa e os levam para pontos estratégicos nas proximidades do local onde o efluente em estudo é lançado.

Os moluscos funcionam como filtros naturais que absorvem os contaminantes presentes no efluente. Quando analisados em laboratório, a indústria descobre qual sua contribuição para a contaminação do ambiente e pode de traçar estratégias para tornar o processo industrial mais limpo, melhorando a qualidade do efluente e evitando danos ao meio.


Quando avaliar a Qualidade de Efluentes?


  marcador verde  Toda a empresa socialmente responsável deve se preocupar com os impactos de seu processo produtivo no meio ambiente. Por isso, toda indústria precisa avaliar a qualidade do efluente que ela lança no mar, num rio, num lago ou em outro corpo receptor.
  marcador verde  Para prestar contas a órgãos ambientes e a sociedade.
  marcador verde  Para avaliar efluentes setoriais quando se quer descobrir de qual etapa do processo produtivo vem a contaminação.
  marcador verde  Para ter certeza de que o efluente não está contaminando os seres aquáticos.

 

 

Detalhamento técnico


Pouca gente sabe o papel que um mexilhão, sururu ou outro molusco bivalve (com duas conchas) pode ter no controle da toxicidade ou da contaminação da água. É com auxílio desses animais que a APLYSIA realiza a avaliação da qualidade dos efluentes gerados pelos processos produtivos das empresas.

Para entender a importância da avaliação, basta pensar que uma indústria socialmente responsável não pode deixar de se preocupar com o ambiente à sua volta. E isso também significa não lançar no mar, no rio ou em outro corpo receptor efluentes contaminados.

E é da própria natureza que vem a "ferramenta" para avaliar se um efluente pode ou não ser lançado no corpo receptor. Os moluscos bivalves funcionam como "filtros" que medem a quantidade de poluentes presentes nos resíduos líquidos da indústria porque, ao se alimentarem dos compostos presentes nos efluentes, retêm metais pesados e outros compostos em seu próprio organismo. O trabalho funciona assim: equipes de biólogos da APLYSIA recolhem moluscos em uma área referência, que está livre de contaminação. Os moluscos são colocados em sacolinhas, levadas para o local que será alvo da pesquisa.

O local pode ser o ponto onde o efluente é lançado no mar, no rio ou na lagoa. As sacolinhas ficam na água, presas em bóias que facilitam a identificação da área de pesquisa, por um tempo que varia de acordo com o tipo de efluente da indústria. Os biólogos da APLYSIA fazem inspeções semanais na área em estudo e, passado o prazo, recolhem as sacolinhas e levam os moluscos para um laboratório.
Lá, eles são congelados para que seja possível abrir as conchas de cada um deles. Depois, são retirados e analisados quanto à sua contaminação e é possível saber se o efluente está ou não causando danos ao ambiente.

Os moluscos também podem ser inseridos internamente na indústria se o objetivo for avaliar a qualidade de efluentes setoriais. É que, muitas vezes, o efluente da fábrica está contaminado, mas não se sabe de que parte do processo produtivo vem a contaminação. Ao demonstrar qual o contaminante e em que concentração, por meio da análise dos moluscos, o método esclarece de qual etapa do processo industrial vem a contaminação.

A avaliação também é utilizada quando várias indústrias lançam efluentes num mesmo corpo receptor e se quer saber quem é responsável por uma possível contaminação. No caso de um rio, é possível fazer a análise antes da fábrica e depois dela, quando o efluente já foi lançado, para verificar se o material causa danos ao ambiente.

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