O que é o Método TIE (Toxicity Identification Evaluation)?
Se a estação de tratamento de efluente de uma indústria passa a não funcionar bem ou se as espécies que vivem no rio, no mar ou em algum receptor do efluente começam a morrer ou a não se reproduzir, é sinal de que o efluente gerado pode estar causando um impacto nos organismos que vivem no corpo receptor.
O primeiro passo para encontrar uma solução para o problema é identificar o contaminante ou o grupo de contaminantes responsáveis pela toxicidade. E é isso que a APLYSIA oferece por meio do método TIE, recomendado pelo Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, por uma questão fundamental: mais do que revelar a causa da toxicidade, a ferramenta - ao contrário dos métodos tradicionais - também aponta possíveis soluções para o problema.
Quando recorrer ao Método TIE?
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 Quando uma indústria estiver gerando efluente tóxico; |
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 Quando as espécies que vivem no rio, no mar ou em algum corpo receptor do efluente começam a morrer ou a não se reproduzir; |
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 Quando houver queda de imunidade nas espécies desse corpo receptor, aumentando a incidência de doenças; |
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 Quando a empresa tiver dúvidas sobre a causa da toxicidade e quiser utilizar um método que já aponte possíveis soluções; |
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 Quando a empresa não estiver atendendo o limite legal para toxicidade do efluente; |
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 Quando a empresa estiver enviando efluente muito tóxico para a Estação de Tratamento de Efluentes e reduzindo sua eficiência com inibição ou morte dos microrganismos. |
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Detalhamento técnico
O que fazer se a indústria descobre que está lançando no mar, num rio ou em outro corpo receptor algo que contamina a água ou causa danos ao ambiente, mas não sabe qual é e nem de onde vem o contaminante?
A resposta para essas perguntas pode estar no método TIE (Toxicity Identification Evaluation), uma ferramenta que oferece à empresa a possibilidade de identificar causas de toxicidade e descobrir soluções para resolver o problema.
Recomendado pela agência de proteção ambiental dos Estados Unidos, o teste é aplicado pela APLYSIA e tem como principal vantagem o fato de não apenas apontar se o efluente da indústria é ou não tóxico, mas também dizer qual o agente causador do problema, permitindo que a empresa consiga saber de onde ele vem e o que fazer para resolvê-lo.
Funciona assim: a amostra do efluente é recolhida e dividida em até 36 partes. Cada uma delas passa por um tipo específico de manipulação que visa à redução da toxidade do material. Uma amostra é apenas filtrada. Em outra, é adicionada algum tipo de produto capaz de reagir com compostos do efluente e assim por diante. Depois de cada uma das experiências, novos testes são feitos para avaliar se houve redução na toxicidade e em qual grau ela foi reduzida.
Os testes permitem responder duas questões de uma só vez: é possível descobrir a causa da toxicidade e indicações da alternativa para solucionar o problema. Como exemplo, se apenas a filtragem é capaz de reduzir a toxicidade da amostra, é sinal de que o problema é causado por compostos sólidos e que é preciso removê-los do efluente antes de lançá-lo no mar, no rio ou em outro corpo receptor.
Por meio dos testes, é possível descobrir qual ação é mais eficiente para combater a toxicidade. Mas o trabalho não termina aí. Para ter uma resposta precisa, é necessário realizar ainda mais experiências. Depois de avaliar a toxicidade do efluente bruto, ele é diluído em várias proporções para avaliar em que grau o produto ainda é prejudicial, totalizando cerca de dois mil tubos de ensaio de testes.
Todo esse trabalho é feito, pelo menos, três vezes com diferentes amostras coletadas em dias diferentes e com intervalos de tempo, já que é preciso avaliar também se a toxicidade é causada por algum fato pontual ocorrido no processo industrial ou se é conseqüência de procedimentos de rotina. Entre as vantagens do método, está a objetividade do TIE. A conseqüência é redução de custo e tempo, já que os investimentos são direcionados para uma técnica que identifica o problema e aponta uma solução.