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Laboratório de Ensaios de Ecotoxicidade | Teste de Toxicidade

O que é Teste de Toxicidade?


Saber se o efluente produzido por uma empresa é tóxico, conhecer o grau de toxicidade de um produto químico ou ainda descobrir se o sedimento do fundo do mar está contaminado antes de fazer uma dragagem.

Tudo isso é possível por meio de testes de toxicidade específicos realizados pela APLYSIA, alguns já previstos na legislação brasileira e exigidos por empresas socialmente responsáveis. No final, saem ganhando empresa, meio ambiente e sociedade.


Conheça alguns dos testes ecotoxicológicos realizados pela APLYSIA:


daphnia similis Daphnia similis: Microcrustáceo de água doce, usado em ensaios de ecotoxicidade aguda com amostras de efluentes industriais e sanitários, produtos químicos, amostras ambientais de água superficial, água subterrânea, água intersticial e elutriatos de sedimentos.

Ceriodaphnia dubia: Microcrustáceo de água doce, usado em ensaios de ecotoxicidade crônica com amostras de efluentes industriais e sanitários, produtos químicos, amostras ambientais de áágua superficial, água subterrânea, água intersticial e elutriatos de sedimentos.

Danio rerio: Peixe de água doce, utilizado em ensaios de ecotoxicidade aguda em amostras de efluentes industriais e sanitários, produtos químicos, amostras ambientais de água superficial, água subterrânea, água intersticial e elutriatos de sedimentos.

Echinometra lucunter e Lytechinus variegatus: Ouriço do mar utilizado em ensaios de ecotoxicidade crônica em amostras de efluentes industriais e sanitários, produtos químicos, amostras ambientais de água superficial, água intersticial e elutriatos de sedimentos.

Skeletonema costatum: Alga unicelular marinha utilizada em ensaios de ecotoxicidade crônica em amostras de efluentes industriais e sanitários, produtos químicos, amostras ambientais de água superficial, água intersticial e elutriatos de sedimentos.

Nitocra sp.: Copépode bentônico estuarino, utilizado em ensaios de ecotoxicidade aguda e crônica em amostras ambientais líquidas como água superficial, elutriatos de sedimento, sedimento total e também produtos químicos.

Tiburonella viscana: Anfipoda escavador marinho, utilizado em ensaios de toxicidade aguda em amostras de sedimento total.

Vibrio fischeri: Bactéria bioluminescente marinha, utilizada em ensaios de ecotoxicidade aguda em amostras de efluentes industriais e sanitários, produtos químicos, amostras ambientais de água superficial, água subterrânea, água intersticial e elutriatos de sedimentos.

Hyalella azteca: Anfípoda de água doce, utilizado em ensaios de ecotoxicidade aguda e crônica em amostras de sedimento total.

Mysidopsis juniae: Crustáceo misidáceo utlizado em ensaios de ecotoxicidade aguda com amostras de efluentes líquidos, produtos químicos, elutriatos de sedimento e fração hidrossolúvel de óleo.



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Quando recorrer ao Teste de Toxicidade?


Testes com amostras ambientais

 
marcador verde  Para avaliar se o efluente lançado é prejudicial ao meio e em que proporção. Assim, é possível saber se há componentes tóxicos no efluente e qual a diluição necessária para reduzir a toxicidade a um nível não prejudicial.
 
marcador verde  Para avaliar se a Resolução 357 está sendo atendida.

Testes de produtos químicos

 
marcador verde  Para conhecer o grau de toxicidade de um produto químico e saber como ele deve ser utilizado.
marcador verde  Para comercializar produtos químicos com segurança e atender às exigências das indústrias que, antes da compra, pedem laudos de toxicidade.

Teste para dragagem

marcador verde  Para avaliar, antes de uma dragagem, se o sedimento que será retirado do fundo do mar ou do rio está ou não contaminado e dar a ele um destino correto.
 
marcador verde  Para cumprir a Resolução 344/2004, que estabelece normas sobre como proceder antes de uma dragagem.




 

Detalhamento técnico


Verificar a toxicidade de um efluente produzido por uma indústria é fundamental para evitar que ele contamine o meio e cause danos aos organismos vivos presentes no mar, no rio ou em outro corpo receptor que funcione como destino final do material.

Para a indústria que quer avaliar se o seu efluente lançado é prejudicial ao meio ambiente e em que proporção, a APLYSIA realiza os testes de toxicidade no efluente e em amostras do corpo receptor.

Funciona assim: são recolhidas amostras do efluente para serem diluídas em laboratório em diferentes proporções. O objetivo é saber se o material é tóxico e qual a diluição necessária para reduzir a toxicidade a um nível não prejudicial. É que um produto que é tóxico quando concentrado terá sua toxicidade reduzida na medida em que for sendo misturado à água e poderá deixar de ser prejudicial ao meio e aos organismos vivos.

Além de avaliar o efluente propriamente dito, a APLYSIA também realiza testes de toxicidade de produtos químicos que são fornecidos para a indústria. Para tornar o processo produtivo mais limpo, as indústrias se preocupam em adquirir produtos químicos não contaminantes ou que deixam de ser prejudiciais quando diluídos.

Ao adquirir um produto químico que será usado no processo produtivo de um determinado fornecedor, a indústria quer saber qual a toxicidade desse produto ou em que proporção deverá diluí-lo, por meio de um laudo de toxicidade. Resultado: fornecedores de produtos químicos precisam realizar testes para ter essas informações antes de comercializar sua produção.

Os testes realizados pela APLYSIA também são feitos a partir de amostras concentradas do produto de várias diluições posteriores que vão apontar qual a diluição necessária para que o produto não seja prejudicial ao ambiente. Dessa forma, a indústria evita que, ao final do processo, produtos tóxicos contaminem o efluente e o corpo receptor.

Outro teste de toxicidade desenvolvido pela APLYSIA é agora uma exigência da legislação antes da realização de dragagens em portos. A diretora da APLYSIA, Tatiana Heid Furley, inclusive, foi convidada a participar como consultora das discussões que culminaram na Resolução 344/2004, que estabelece normas sobre como proceder antes de uma dragagem.

É que o lançamento de efluentes contaminados em um corpo receptor ao longo dos anos contamina não só a água como também o sedimento no fundo do mar ou rio. Ao retirar esse sedimento numa dragagem e dispensá-lo em outro lugar, a contaminação também está sendo "deslocada" e irá causar danos ao ambiente.

A resolução exige que sejam feitos testes de toxicidade para avaliar se esse sedimento está ou não contaminado antes de dragá-lo. A análise deve ser química e granulométrica e, dependendo dos resultados, também ecotoxicológica.

O teste granulométrico é feito para avaliar se o sedimento em análise tem ou não o tamanho necessário para uma avaliação segura, já que a areia grossa não costuma reter os contaminantes. Depois, é feita a análise química que revela quais os compostos que contaminaram o sedimento e a quantidade de cada um deles está presente na amostra.

Dependendo dos resultados, é feita a avaliação ecotoxicológica em que a amostra do sedimento é levada para um laboratório e, lá, recebe organismos vivos. A intenção, neste caso, é avaliar como os organismos se mantêm neste ambiente, se conseguem se desenvolver normalmente.

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